As maiores empresas da América Latina em 2026 são dominadas por Brasil e México, com plataformas digitais e gigantes tradicionais de recursos naturais dividindo as primeiras posições. O MercadoLibre lidera a região por capitalização de mercado, seguido de perto pela Petrobras e pelo Itaú Unibanco. Mineração, energia, bancos e fintechs continuam sendo os principais motores de valor corporativo. Este ranking é baseado em dados da Companies Market Cap verificados em fevereiro de 2026 e reflete como o e-commerce, o banco digital e os recursos naturais seguem moldando a economia da região.
Principais Destaques
As maiores empresas da América Latina em 2026 são lideradas por MercadoLibre, Petrobras, Itaú Unibanco e BTG Pactual, com capitalizações de mercado que variam de US$ 49 bilhões a mais de US$ 100 bilhões.
| Ranking | Empresa | País | Setor | Market Cap (USD) |
|---|---|---|---|---|
| 1 | MercadoLibre | Argentina | E-commerce/Fintech | $103.15B |
| 2 | Petrobras | Brasil | Energia/Petróleo & Gás | $96.02B |
| 3 | Itaú Unibanco | Brasil | Banco | $95.71B |
| 4 | BTG Pactual | Brasil | Banco de Investimentos/Gestão de Patrimônio | $92.86B |
| 5 | Grupo México | México | Mineração/Infraestrutura | $90.07B |
| 6 | Nu Holdings (Nubank) | Brasil | Banco Digital | $81.45B |
| 7 | Vale | Brasil | Mineração (Minério de Ferro/Níquel) | $69.49B |
| 8 | América Móvil | México | Telecomunicações | $64.09B |
| 9 | Walmex | México | Varejo | $56.24B |
| 10 | Banco Santander Brasil | Brasil | Banco | $49.54B |
Fonte: Todos os valores de capitalização de mercado são baseados em dados da Companies Market Cap e foram verificados pela última vez em fevereiro de 2026. Os valores podem variar diariamente.
O principal ecossistema de e-commerce e fintech da América Latina opera em 18 países, com mais de 85 milhões de usuários ativos. Seu modelo integrado — combinando marketplace (MercadoLibre), pagamentos digitais (Mercado Pago), logística (Mercado Envíos) e crédito (Mercado Crédito) — cria fortes efeitos de rede que solucionam os históricos desafios de fragmentação da região. Com volume anual de pagamentos superior a US$ 100 bilhões, consolidou sua posição como a empresa mais valiosa do continente.
A gigante estatal de petróleo do Brasil aproveita sua liderança nas reservas offshore do pré-sal enquanto acelera sua estratégia de transição energética. A Petrobras se comprometeu a investir US$ 17 bilhões em energias renováveis até 2028, equilibrando a força da produção tradicional de petróleo com investimentos crescentes em biocombustíveis, energia eólica e solar, posicionando-se na interseção entre segurança energética e descarbonização.
O maior banco tradicional da América Latina navegou com sucesso pela disrupção digital ao investir mais de US$ 2 bilhões por ano em infraestrutura tecnológica. Apesar da pressão de fintechs como o Nubank, o Itaú mantém sua liderança graças à sua incomparável rede física (mais de 3.700 agências), combinada com uma adoção digital em rápido crescimento — provando que instituições tradicionais podem evoluir quando unem escala e inovação.
O maior banco de investimentos independente do Brasil avançou para o top 5 regional graças ao crescimento excepcional em gestão de patrimônio e à expansão estratégica. Sua divisão de asset management administra mais de US$ 200 bilhões, enquanto seu braço de banco digital (BTG+) já atraiu 4 milhões de clientes de varejo, demonstrando como instituições financeiras especializadas podem escalar rapidamente em um mercado de gestão de patrimônio ainda pouco explorado na América Latina.
O campeão industrial do México opera a maior mina de cobre das Américas (Buenavista del Cobre) e controla infraestrutura crítica de transporte por meio da subsidiária Ferromex (ferrovias). O Grupo México exemplifica a vantagem em recursos naturais da região, aproveitando a importância estratégica do cobre para a eletrificação e infraestrutura de energia renovável, ao mesmo tempo em que gera fluxos de caixa estáveis com operações logísticas integradas.
A trajetória do Nubank, de startup à fintech pura mais valiosa da América Latina, valida a revolução do banco digital na região. Com mais de 90 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, alcançou lucratividade sustentada mantendo crescimento anual de receita acima de 30%. Seu sucesso vem da simplicidade radical (cartões sem anuidade), do uso de IA para análise de crédito em populações historicamente desbancarizadas e da expansão do ecossistema para investimentos, seguros e serviços para PMEs.
Como a maior produtora mundial de minério de ferro e uma das principais fornecedoras de níquel, a Vale ocupa uma posição estratégica ao abastecer tanto a infraestrutura tradicional quanto a transição verde (níquel para baterias de veículos elétricos). Após reformas de segurança decorrentes de tragédias passadas, a empresa investiu US$ 8 bilhões na remediação de barragens e se comprometeu com a neutralidade de carbono até 2050, equilibrando seu papel como potência em commodities com crescentes exigências de ESG.
Controlada pela família de Carlos Slim, a América Móvil permanece como o colosso das telecomunicações da América Latina, com mais de 375 milhões de assinantes móveis em 25 países. Apesar de enfrentar pressões regulatórias em vários mercados, a empresa está migrando agressivamente para fibra óptica e infraestrutura 5G, reconhecendo que a conectividade — e não apenas serviços de voz — impulsionará o crescimento futuro da economia digital latino-americana.
A subsidiária mexicana e centro-americana do Walmart demonstrou notável resiliência em meio à volatilidade econômica regional. Sua estratégia multiformato — combinando hipermercados (Walmart Supercenter), lojas de desconto (Bodega Aurrera) e clubes de compras (Sam’s Club) — permite atender todos os segmentos de renda. Com mais de 2.800 lojas e um e-commerce em rápido crescimento (35% de crescimento anual nas vendas digitais), a Walmex mostra como modelos globais de varejo podem se adaptar com sucesso às dinâmicas do consumidor latino-americano.
A subsidiária brasileira do Grupo Santander fortaleceu sua posição por meio da transformação digital e do foco em PMEs. Diferentemente de sua matriz europeia, o Santander Brasil se beneficia do ambiente de juros elevados no país e tornou-se líder em crédito corporativo para empresas de médio porte — um segmento pouco atendido tanto por bancos tradicionais quanto por fintechs.
Ambev, Banco Bradesco e WEG ficaram por pouco fora do top 10 em 2026, com capitalizações de mercado entre aproximadamente US$ 35 bilhões e US$ 45 bilhões. Elas permanecem como líderes em bens de consumo, bancos e manufatura industrial.
Brasil e México respondem por 9 das 10 maiores empresas:
Os rankings são baseados em dados públicos de capitalização de mercado da Companies Market Cap, convertidos para USD e verificados junto às principais bolsas de valores em fevereiro de 2026.
Brasil e México possuem os maiores mercados domésticos, sistemas financeiros mais robustos e mercados de capitais mais profundos da América Latina.
Aviso Legal: O conteúdo deste artigo tem finalidade exclusivamente informativa e não deve ser considerado aconselhamento profissional.
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Além das informações sobre negociação e investimentos, é importante considerar alguns aspectos gerais do mercado latino-americano. A região possui uma economia diversificada, com setores como mineração, telecomunicações, varejo, finanças e energia desempenhando papéis importantes. A estabilidade política, as políticas econômicas e os marcos regulatórios são fatores cruciais a serem considerados ao investir em empresas da América Latina. Também é essencial se manter informado sobre desenvolvimentos geopolíticos regionais e flutuações cambiais que possam impactar os retornos sobre investimentos.
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